quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Descrição da aula de Interpretação da aluna Sarah Damiani do dia 05/02/2015

A primeira aula de interpretação desse semestre foi diferente do método que aprendíamos, trabalhamos questões de palco, pesquisamos o palco, os espaços do palco e os espaços que nós preenchemos nesse palco. Foi bem divertido, pois começamos o processo da aula por algo muito simples e que no final se tornou uma cena com todo um sentido construído.
Primeiro, descobrimos 4 pontos nosso no palco, trabalhamos esses pontos em grupos e depois tentamos interagir com os pontos de outras pessoas. Por exemplo, se o ponto 3 do meu colega tivesse próximo ao meu ponto 3, nós iríamos ter uma interação.
Após pesquisarmos os nossos pontos no espaço e a interação dos pontos com o outro, a sala foi dividida em dois grupos e esses dois grupos tinham que montar uma cena a partir dos pontos de cada um e a partir de uma tema dado. Nosso tema foi: "O enigma da esfinge". No começo, eu não tinha a mínima noção do que aconteceria, achei que qualquer coisa que nós fizéssemos iria ficar sem sentido e o público não iria entender. Porém, aprendi hoje que sentidos são construídos a partir daquilo que nós mesmos construímos enquanto atores. Por exemplo, a professora não sugeriu nada até que nós apresentássemos a nossa cena pra ela, ela apenas observava, só depois que ela foi refinar e nos mostrar que poderia existir um sentido melhor para a nossa cena.
Nossa cena se passava dentro de um museu, haviam várias estátuas e um pesquisador, que no caso, desvendaria o enigma. Colocamos como regra de jogo, o fato de termos que andar em câmera lenta, além de ajudar na compreensão da cena, ajudou também na composição do personagem "estátua". Colocamos a regra também, que as estátuas teriam que estar, de alguma forma, relacionadas com o nariz. (Ou com a mão no nariz, ou com o nariz apontado pra baixo e etc...).
Após apresentarmos, a professora foi colocando mais regras e falas.
A cena do outro grupo tinha como tema, " A profecia". Eles colocaram em cena a volta de Jesus, e eu achei muito interessante a mistura de estorinhas em um ritmo acelerado, trouxe um brilho cênico, pois cada um tinha um personagem diferente e estava inserido em um contexto diferente, porém ao mesmo tempo era uma cena só.
A aula em si, foi muito produtiva pra mim, pois aprendi que um bom trabalho não precisa ser extremamente conduzido pela direção, cada um possui um processo de criação e que a diversidade das criações podem sim, formar um excelente trabalho, cabendo ao diretor, refinar a peça usando seu olhar estético. 

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