A primeira aula de interpretação para cinema foi muito interessante, pois pude perceber que há uma diferença gritante da atuação teatral e atuação pra cinema. A primeira diferença é que a interpretação para cinema é muito mais sútil, é uma atuação mais sincera, sem representações, sem exacerbação, é algo mais real e que está mais próximo do cotidiano.
Outro fator, é que agora, mais que nunca, o que entra em jogo é o poder da mente. Como podemos manipular nossos pensamentos em mente e como manter isso.
A professora pediu que cada um fosse para frente da câmera e ela iria filmar a visualidade do pensamento em cena. Não é tão fácil pensar em cena. Hoje pareceu fácil porque nós apenas pensamos, não houve diálogo e nem interação com outra pessoa, estávamos somente pensando em cena.
Gosto muito quando a professora coloca que é natural, ter intimidade com o corpo em cena, pois isso é algo que fez com que nos sentíssemos "em casa". E se faz nos sentirmos em casa, é porque é cotidiano, e se é cotidiano, é real.
Fazer um jogo com a câmera também é interessante. Não precisamos ficar rígidos, podemos nos esconder, nos movimentar, nos tocar, tocar no cabelo, na boca, no nariz e etc...
Acho muito interessante quando usamos a mão no rosto de forma que não fazemos em qualquer lugar, mas sim quando estamos sozinhos em casa, por exemplo. Esfregar o rosto como forma de cansaço, bocejar, coçar o nariz, são coisas que pretendo explorar em cena.
Na aula, fiquei pensando em bocejar em cena, mas fiquei com dúvida, pois o objetivo era transmitir a visualidade do pensamento, quando a gente realmente está pensando em algo, nós estamos concentrados e o bocejo, assim como o suspiro, são coisas que fazemos quando estamos dispersos. Talvez, usar o bocejo como objetivo de realizar um "pensar distraído" possa dar certo.
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