Nessa aula foi prática
em locação, fomos para o apartamento da Iasmin para colocar em prática o
que aprendemos com todas as observaçoes e experiencias obtidas na aulade
tópicos I e nas aulas anteriores de interpretação.
O local por ser diferente e real (Fora o estudio e as
localidades da uvv) trouxa mais proximidade com as cenas propostas por nós
alunos. Precisavamos de um conflito para iniciar.
Eu e Vinícius formamos uma das cenas. Éramos marido e mulher
e descutimos sobre o fato de meu irmão estar morando com a gente e meu marido
não estar gostando nada dessa situação. O local escolhido foi o banheiro,
vini está no chuveiro e eu na pia tentando me maquiar, mas tensa demais com a discussão para
terminar. Gravamos o primeiro take, foi bom, porém Rejane nos atentou de que
faltava algo em ambos, mas sentimento,
mais verdade. E eu senti, de fato. Começei a desenvolver um assunto sobre a
minha sogra ter morado um tempo conosco e de não ter sido diferente. Rejane
sugeriu que usasemos a técnica da Substituição- “quemé esse irmão que não sai
da sua casa?”, “ quem é esse irmão?”- depois de suas orientações continuamos a cena
e desta vez com mais intuição. Eu mostrei minha impaciência pela intolerância
da discussão. Falamos baixo, exaltamos, tivemos nosso momento de explosão e de
pausa.
Foi diferente, dificil e desafiador. Busquei meus registrose
consegui entrar na proposta, mas aacho que poderia ter ido melhor. Logo depois
que nós fazemos a cena, paramos e analisamos ela toda e temos o pensamento
“poderia ter feito isso ou aquilo”, mas como se trata do improviso é normal.
Levarei para as próximas gravaçoes.
“ Na vida contidiana,
a verdade é o que existe realmente, o que se conhece. Enquanto em cena, ela é
constituída de coisas que não existem realmente, mas que poderiam ocorer.” ¹
1.C. Stanislavski, La
Formantion de l’acteur, tradução de Elisabeth Janvier, Paris, Olivier
Perrin, 158, p.124,
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