quinta-feira, 12 de março de 2015

Aula dia 10/03                                                     NAIARA MENDES
Assistimos ao filme Nos muros da escola. Eu particularmente me senti agonizada ao assistir esse filme devido à extrema bagunça que há nele. Sobre a intepretação, filmagem e roteiro, é tudo muito perfeito pois chega a se assemelhar à um documentário de tão próximo que chega da realidade.
O filme é todo muito sujo, muito grande, muito gritante. Uma sala de aula do subúrbio da França, nos remete bem à imagem que temos de subúrbio, os alunos discutem muito com o professor, o contrariam, o desobedecem, zombam da cara dele, enfim. Isso causa uma certa sujeira e faz remeter à uma realidade. Eles falam tudo bem rápido, um em cima do outro, quase que sem pausas e falando alto. Além de gestos involuntários, quando eles mexem na mão, também a divisão de foco entre falar e balançar um lápis ou amassar um papel, tudo gera um efeito de realismo.
Outra coisa que nos faz remeter à realidade é como o filme foi gravado, a câmera na mão dá um ar de realidade, a sobreposição de pessoas, uma na frente da outra, parece que tudo está bem informal e o filme pede esse tipo de câmera, pois se fosse uma câmera paradinha não daria o mesmo efeito.
O professor gritando para conseguir conter a turma, isso é bem interessante, a figura do professor fica muito forte, a questão do professor ser uma autoridade na sala, porém não ser respeitado, isso está sendo mostrado de uma maneira muito forte no filme que faz aproximar de uma realidade. A turma até se perguntou, será que existe um roteiro pra esse filme? Será que ele está seguindo completamente o roteiro? Até que ponto é roteiro? A partir de que ponto é improvisação? Então foi questionado, é sim um roteiro, mas com certeza tem um certo improviso pois “a espontaneidade cria uma explosão”¹ e vemos muito isso, muitas explosões de gritos em sala, explosões de risos, muita sujeira, tudo muito real.  Temos que trabalhar muito com isso de sujeira, temos que buscar coisas cotidianas e colocar em cena, não só na sujeira, mas na limpeza também, seja o que a cena estiver pedindo no momento, esse filme dá um registro de realidade muito bom em que devemos nos apropriar pois “muito poucos de nós são capazes de estabelecer esse contato direto com a realidade.” ².


¹ e ². Citações de Spolin.

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