segunda-feira, 20 de abril de 2015

ATUALIZAÇÃO DA AULA DE VOZ II DIA 30/03

ATUALIZAÇÃO DA AULA DE VOZ II DIA 30/03
Ainda trabalhamos a respiração abdominal que começamos na aula passada. Demoramos mais tempo pelo que eu percebi, não senti a tontura que antes vinha no começo do exercício. Percebi também o meu maior controle na respiração, comecei a fazer uma contagem mentalmente para ver se realmente houve um progresso, consegui até quinze (sem forçar, isto é, até sair o ar por completo). Depois contamos em voz alta até dez usando a respiração abdominal, sem pausa praticamente de dez para o um. Eu sentia que sobrava ar quando chegava a dez, então fiz um pouco mais de força na expiração, o ar saiu mais rápido e não consegui chegar até o dez e fiquei tonta, não consegui fazer uma segunda vez porque passamos para o próximo exercício.
Jogamos o som para a cabeça”. Que seriam os sons mais agudos. Com a boca fechada mais com bastante espaço (como se estivesse com um ovo dentro da boca fechada) que acaba transformando a cabeça numa grande caixa de som interno. Fiz a variações de sons para sentir a pequena vibração na cabeça. Depois fizemos repetimos uma canção para alcançar as notas mais agudas ou graves. As notas mais agudas não são todos que conseguem alcançar, então permaneci no meu máximo mais ainda tentando atravessar o limite.
Fizemos o mesmo exercício do equilíbrio, do ponto de força que também usamos como apoio. No meio do exercício eu notei que estava contando mentalmente as batidas do meu coração e sincronizando com a minha respiração, comecei a ficar ofegante e cansada e sabia que ali começou a “curva de queima” -termo que surgiu na última aula- então parei em uma posição e comecei a contar: a cada quatro batidas eu inspirava e mais quatro, expirava. Quando paramos e ficamos em repouso continuei até estabilizar... Não por muito tempo porque Lara logo fez um exercício que sentiríamos na prática como lidamos com a (temida) “curva de queima”.
Uma canção de ciranda:
QUANDO A PIPOCA COMEÇA A ESTOURAR
OUTRA PIPOCA TOMA LOGO SEU LUGAR (X2)
É UM TAL DE POC, PO, POC POC POC, PO POC POC POC, PO POC POC POC.”
Dançando, andando pulando em roda e cantando essa música, e a cada rodada aumentávamos o ritmo. Tudo ao mesmo tempo. No começo tentei controlar a saída de ar, mas no meio eu já tinha perdido a noção, então veio a “curva de queima”. Então comecei a fazer tudo mais lento, apesar de quase imperceptível na roda. Pensei em fazer como fiz no exercício do equilíbrio, mas continuei cantando e controlando o ar por ali. Deu mais ou menos certo. Quero tentar novamente para ver se consigo estar mais controlada.
No exercício da aula passada de dar “imagem” as palavras, hoje foi o meu dia de mostrar. Essa foi a minha partitura:
Começo de lado para a platéia
- ENTREI NO QUARTO PEGUEI MEU TÊNIS, [ entro no quarto abaixo pego o tênis que está mais a frente, vou pra diagonal e viro de costas para a cama]
-SENTEI NA CAMA E CALCEI MEU TÊNIS [ pernas flexionada quase em noventa graus, me curvo para baixo e pego um tênis de cada vez e calço, no final dando o laço]
-LEVANTEI DA CAMA, AGEITEI A CALÇA [ fico ereta, balanço as pernas como se estivesse descendo a barra da calça e levanto o cós com as mão atrás]
-FUI PARA O BANHEIRO [ saio andando, dando as costas para o público, viro a esquerda e paro de frente para o espelho]
-ESCOVEI OS DENTES, ARRUMEIO O CABELO [ tiro a escova de dente a minha direita, falo enquanto escovo os dentes, faço gargarejo e cuspo na pia. Jogo meu cabelo de uma lado para o outro]
-SAI DO BANHEIRO E BATI MEU COTOVELO NO BATENTE [ dou um passo e já me curvo segurando o cotovelo esquerdo, falo gemendo de dor]
-FIQUEI COM DOR ALI DURANTE UNS SEGUNDO [ falo ainda gemendo e curvada virando aos poucos para o corredor a direita atrás]
-FUI PARA O CORREDOR ATÉ PEGAR A MINHA BOLSA [ saio andando quase não sentindo mais a dor, pego minha bolsa em cima da mesa e coloco- a no ombro me viro]
-AS CHAVES E SAIR PELA PORTA [ levanto a mão direita, pego as chaves, me viro ficando com o lado esquerdo para a platéia, ando uns passos e abro a porta saindo de cena.]
Não tinha tantos movimentos. Repeti uma segunda vez, desta vez Lara pediu para que eu fizesse mais rápido que o normal. Confesso que senti a “curva”, mas senti mais controle entre uma ação e outra. Outro ponto que durante a apresentação eu não percebi e que me foi alertado, foi o fato de que os meus finais de frase “morrem” ( quando o inicio da palavra é em uma altura e o final é quase sem som nenhum, não tem fim a palavra.), Lara me disse para ter cuidado, então na terceira vez que eu repeti foquei em concertar esse defeito, talvez minha voz tenha saído mais alta do que o normal – sem necessidade- isso tudo por conta de criar a consciência de terminar as palavras.

No final todos espalhados que tinham criado suas partituras, nos espalhamos de acordo com a ordem ditada pela professora. Finalizamos a aula com uma roda de conversa

Nenhum comentário:

Postar um comentário