ATUALIZAÇÃO
DA AULA DE VOZ II DIA 30/03
Ainda
trabalhamos a respiração abdominal que começamos na aula passada.
Demoramos mais tempo pelo que eu percebi, não senti a tontura que
antes vinha no começo do exercício. Percebi também o meu maior
controle na respiração, comecei a fazer uma contagem mentalmente
para ver se realmente houve um progresso, consegui até quinze (sem
forçar, isto é, até sair o ar por completo). Depois contamos em
voz alta até dez usando a respiração abdominal, sem pausa
praticamente de dez para o um. Eu sentia que sobrava ar quando
chegava a dez, então fiz um pouco mais de força na expiração, o
ar saiu mais rápido e não consegui chegar até o dez e fiquei
tonta, não consegui fazer uma segunda vez porque passamos para o
próximo exercício.
“Jogamos
o som para a cabeça”. Que seriam os sons mais agudos. Com a boca
fechada mais com bastante espaço (como se estivesse com um ovo
dentro da boca fechada) que acaba transformando a cabeça numa grande
caixa de som interno. Fiz a variações de sons para sentir a pequena
vibração na cabeça. Depois fizemos repetimos uma canção para
alcançar as notas mais agudas ou graves. As notas mais agudas não
são todos que conseguem alcançar, então permaneci no meu máximo
mais ainda tentando atravessar o limite.
Fizemos
o mesmo exercício do equilíbrio, do ponto de força que também
usamos como apoio. No meio do exercício eu notei que estava contando
mentalmente as batidas do meu coração e sincronizando com a minha
respiração, comecei a ficar ofegante e cansada e sabia que ali
começou a “curva de queima” -termo que surgiu na última aula-
então parei em uma posição e comecei a contar: a cada quatro
batidas eu inspirava e mais quatro, expirava. Quando paramos e
ficamos em repouso continuei até estabilizar... Não por muito tempo
porque Lara logo fez um exercício que sentiríamos na prática como
lidamos com a (temida) “curva de queima”.
Uma
canção de ciranda:
“ QUANDO
A PIPOCA COMEÇA A ESTOURAR
OUTRA
PIPOCA TOMA LOGO SEU LUGAR (X2)
É
UM TAL DE POC, PO, POC POC POC, PO POC POC POC, PO POC POC POC.”
Dançando,
andando pulando em roda e cantando essa música, e a cada rodada
aumentávamos o ritmo. Tudo ao mesmo tempo. No começo tentei
controlar a saída de ar, mas no meio eu já tinha perdido a noção,
então veio a “curva de queima”. Então comecei a fazer tudo mais
lento, apesar de quase imperceptível na roda. Pensei em fazer como
fiz no exercício do equilíbrio, mas continuei cantando e
controlando o ar por ali. Deu mais ou menos certo. Quero tentar
novamente para ver se consigo estar mais controlada.
No
exercício da aula passada de dar “imagem” as palavras, hoje foi
o meu dia de mostrar. Essa foi a minha partitura:
Começo
de lado para a platéia
-
ENTREI NO QUARTO PEGUEI MEU TÊNIS, [ entro
no quarto abaixo pego o tênis que está mais a frente, vou pra
diagonal e viro de costas para a cama]
-SENTEI
NA CAMA E CALCEI MEU TÊNIS [ pernas
flexionada quase em noventa graus, me curvo para baixo e pego um
tênis de cada vez e calço, no final dando o laço]
-LEVANTEI
DA CAMA, AGEITEI A CALÇA [ fico
ereta, balanço as pernas como se estivesse descendo a barra da calça
e levanto o cós com as mão atrás]
-FUI
PARA O BANHEIRO [ saio
andando, dando as costas para o público, viro a esquerda e paro de
frente para o espelho]
-ESCOVEI
OS DENTES, ARRUMEIO O CABELO [ tiro
a escova de dente a minha direita, falo enquanto escovo os dentes,
faço gargarejo e cuspo na pia. Jogo meu cabelo de uma lado para o
outro]
-SAI
DO BANHEIRO E BATI MEU COTOVELO NO BATENTE [ dou
um passo e já me curvo segurando o cotovelo esquerdo, falo gemendo
de dor]
-FIQUEI
COM DOR ALI DURANTE UNS SEGUNDO [ falo
ainda gemendo e curvada virando aos poucos para o corredor a direita
atrás]
-FUI
PARA O CORREDOR ATÉ PEGAR A MINHA BOLSA [ saio
andando quase não sentindo mais a dor, pego minha bolsa em cima da
mesa e coloco- a no ombro me viro]
-AS
CHAVES E SAIR PELA PORTA [
levanto a mão direita, pego as chaves, me viro ficando com o lado
esquerdo para a platéia, ando uns passos e abro a porta saindo de
cena.]
Não
tinha tantos movimentos. Repeti uma segunda vez, desta vez Lara pediu
para que eu fizesse mais rápido que o normal. Confesso que senti a
“curva”, mas senti mais controle entre uma ação e outra. Outro
ponto que durante a apresentação eu não percebi e que me foi
alertado, foi o fato de que os meus finais de frase “morrem” (
quando o inicio da palavra é em uma altura e o final é quase sem
som nenhum, não tem fim a palavra.), Lara me disse para ter cuidado,
então na terceira vez que eu repeti foquei em concertar esse
defeito, talvez minha voz tenha saído mais alta do que o normal –
sem necessidade- isso tudo por conta de criar a consciência de
terminar as palavras.
No
final todos espalhados que tinham criado suas partituras, nos
espalhamos de acordo com a ordem ditada pela professora. Finalizamos
a aula com uma roda de conversa
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